quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Apresentação final e reunião de planejamento continuado

A tarde e a noite do dia 25/10/2014 teve uma programação repleta de atividades, sendo realizadas apresentações, feiras, forró e uma reunião no qual foi definido um grupo de trabalho para pensar como tornar possível o sonho de realizar o II Festival Ecologia de Saberes do Paraúna. Nesta reunião, foi apresentado para a comunidade do Capão e do Espinho o edital Premio de Culturas Afro-brasileiras e ficou acertado que a ong Caminhos da Serra seria responsável por elaborar a inscrição da comunidade do Capão e que a associação Ascoquilocoes iria elaborar uma inscrição específica para a comunidade do Espinho que, além de ter contribuido muito para o Festival realizado no Capão, possui diversas manifestações empoderadas que merecem um reconhecimento particular pelo seu valor político e cultural.

Vejamos agora as fotos finais da reunião e forró que movimentou a noite do dia 25/10/2014. As imagens das apresentações encontram-se nas publicações anteriores.







Mapa da emancipação: resgate da história de luta pela liberdade no Capão

A oficina "Mapa da emancipação" pode ser considerada a motivação inicial para realização das vivências no Capão e, especialmente, para a definição do ideal político de resgate das manifestações tradicionais afro-brasileiras e de reconhecimento da identidade quilombolada da comunidade.

Proposta e organizada por moradores do Capão com apoio de um técnico da área de geotecnologias a oficina teve uma parte realizada em sala dentro da Escola do Capão e uma pesquisa de campo que percorreu com mais de 50 pessoas da comunidade o trajeto considerado como a "rota de emancipação" pela qual pessoas que eram escravizadas na antiga fazendo do Brejo fugiam para se aquilombar na atual região do Capão.

O mapa final desta oficina ainda está em processo de montagem pela equipe do projeto e pelos participantes da oficina, mas em breve está disponível em nosso blog. Veja algumas das fotos da oficina abaixo.











A grande participação da Comunidade Quilombola do Espinho durante o Festival

A participação da Comunidade Quilombola do Espinho foi fundamental para dar vida ao I Festival e para indicar o caminhos do resgate da identidade quilombola como um principal caminho a ser perseguido nas próximas vivências que serão realizadas no Capão.

Convidados para fazer um relato sobre o seu processo de reconhecimento junto a Fundação Palmares, a comunidade do Espinho resolveu participar ativamente do desafio proponto uma extensa programação que previa oficina de Dança Afro, contação de histórias com a griô Dona Ana, teatralização da luta pela liberdade negra de um conto de dona Ana, apresentação de artesanato, comidas típicas e danças típicas da comunidade.

Envolvendo diversos jovens do Capão na sua apresentação final,a comunidade do Espinho encantou a todos com a simpatia, vigor e delicadeza das suas manifestações tradicionais. Veja algumas das fotos da oficina de dança, contação de história e apresentações diversas feitas pela comunidade.















A oficina de Folia de Reis desenvolvida pelo grupo de Folia de Reis do Andrequicé

O grupo de Folia de Reis do Andrequicé trouxe onze membros para participar do Festival e apresentar como foi  a trajetória de resgate da manifestação da folia de reis em Andrequicé. Esta oficina atraiu muitos participantes, incluindo antigos foliões do Capão e da cidade Presidente Juscelino que buscam formas de retomar as manifestações de folias que foram importantes tradições locais, mas que hoje encontram-se desativadas.

Vale destacar que entre os membros da Folia de Reis de Andrequicé encontram-se três adolecentes que atuam como os reis sapateadores da folia e vieram ao Capão mostrar para os adolescentes de cá como pode ser interessante e divertido participar destas manifestações tradicionais.

Outro ponto de destaque é que no dia 25/10/2014, membros da comunidade do Espinho, antigos foliões de Presidente Juscelino e os foliões de Andrequicé se reunirão para fazer uma breve apresentação de única que conjugou diferentes formas de realizar esta manifestação tradicional em uma experiência única. Obviamente que com a alegria deste encontro, após algumas horas de conversa a atividade virou um grande forró.

Veja algumas fotos desta experiência abaixo:








A abertura do Festival no Capão

No dia 24/10/2014, chegaram ao Capão 33 educadores, artistas e interessados que se uniram aos estudantes e equipe da Escola Municipal do Capão para fazer a abertura do Festival. 

Parte destes viria para trabalhar na realização das oficinas, sendo que seis eram provenientes da Comunidade Quilombola do Espinho, nove provenientes do grupo de Folia de Reis de Andrequicé, dois educadores de Diamantina, dois educadores de São Paulo, um fotógrafo de Belo Horizonte e uma professora de Antropologia da UFJF e mais doze pessoas ligadas a ong Caminhos da Serra
 ou ao Sub-comitê da Bacia Hidrográfica do rio Paraúna.

A alimentação e alojamento dos visitantes ocorreu dentro da própria escola durante os dias 24, 25 e manhã do dia 26. 

A comunidade do Capão estava muito mobilizada e se fez presente desdo início das atividades. Um dos destaques do festival foi, sem dúvida, o trabalho de mais de 15 mulheres que se revezaram durante dois dias inteiros para fazer banquetes típicos para os participantes do festival. Todas trabalhando voluntariamente conseguiram atender a grande demanda por refeições.













Preparando o Capão para o I Festival Ecologia de Saberes do Paraúna

No dia 07 de agosto de 2014, houve a segunda reunião com lideranças comunitárias do Capão interessadas em ajudar na organização do I Festival Ecologia de Saberes do Paraúna. Desta vez, o coordenador do Festival Bruno Mendes também esteve presente para conhecer as lidearanças e esclarecer dúvidas sobre o projeto.



Um dos temas que mais envolvia os participantes era a escolha do cardápio do Festival. Todos estavam muito empolgados com a idéia de desenvolver um cardápio que remete ao típo de comida que eram apreciadas pelos anteopassados que foram escravizados. Ao final, do encontro foi servido um jantar supresa para os participantes, nele pudemos provar um dos pratos considerados típico dos afro-brasileiros e que já estava esquecido para muitos que estavam ali presentes; o "nhanhá com nhonhô"! um prato a base de fubá de milho!